Alternate Reality Games

imagem: Nicola Whitton
imagem: Nicola Whitton (http://argosi.playthinklearn.net/)

Alternate Reality Games (ou Gaming) são jogos que não são bem jogos, misturando ficção e realidade, real e imaginário, por meio de ambientes transmídia.

Complicado né? Nem eu entendi isso quando ouvi falar da primeira vez, mas achei a premissa curiosa e fui atrás. O resultado foi que descobri que, nos idos dos anos 90, eu já jogava os ARG (como eles são chamados), e nem sabia que tinham esse nome. Naquela época eu e meus amigos jogávamos uma forma de RPG fora das mesas, representando os personagens, em seus modos, trajes e poderes, e interagindo com o mundo real. A história começou com jogos de terror e ganhou força com o Vampiro: A Máscara, onde representávamos vampiros que eram parte da nossa realidade.

E o jogo já era transmídia, mesmo no início da internet, pois ele ocorria na representação, mas tinha desdobramento em livros e trocas de e-mail (era o máximo que internet discada em 1996 permitia).

O tempo passou, os lives (que era como chamávamos) sumiram, mas a tecnologia permitiu que este tipo de interação passasse a se dar de outras formas. E com outros nomes.

Agora falando do tema, segundo Nicola Whitton, da Manchester Metropolitan University, o ARG consiste de três itens:

  • Uma estória ou narrativa básica
  • Uma série de charadas, enigmas ou desafios
  • Uma comunidade colaborativa

Parece com um jogo qualquer, certo? Parece sim, mas ele tem uma diferença primordial: ele é passado no mundo real, com interações reais e pessoas e ambientes que não estão no jogo.

Mais uma vez voltando aos nossos antigos jogos de RPG, nós éramos vampiros em um mundo que não conhecia vampiros, ou seja, um dos objetivos do jogo era interagir com a “humanidade” sem que eles descobrissem que nós éramos “vampiros”.

Pelo que pesquisei, este é um assunto ainda bem novo, pois há pouquíssimo material disponível, mas eu acho que existe um mundo enorme para ser explorado, e eu estou louco para iniciar essa exploração.

Vocês ouvirão falar muito sobre ARG neste blog e nas minhas mídias, se tudo der certo.

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