E eu resolvi procurar um coaching

Muita gente fala sobre a crise da meia idade, mas ela nunca é muito clara. Ela envolve uma certa idade em que praticamente somos forçados a realizar alguma mudança, e isso pode ser bom ou ruim, dependendo da maneira que ela é encarada.

Eu tive uma pequena destas crises no final do ano passado. Com os 40 ficando muito mais próximos do que os 30 e pessoal e emocionalmente bem resolvido, bateu um medinho profissional. Estava empregado, fazendo o que gostava, mas sentia que algo poderia melhorar, que estava meio acomodado e isso me assustava.

Assim, por sugestão da minha esposa, fui procurar um coaching. Após muito procurar, acabei chegando no Luciano e marcamos a primeira sessão.

Confesso que não sabia o que esperar e, honestamente, eu não levava muita fé que “conversar” com alguém iria ajudar a me entender melhor e minhas competências profissionais, mas resolvi cair de cabeça.

Foram dez sessões, uns três meses e o resultado me assombra até agora. O trabalho do coach foi desencavar coisas que eu nem lembrava mais que existiam ou que eu sentia e trazer à tona sensações, desejos e ambições essenciais para que eu conseguisse superar a minha tal crise da meia idade.

Claro que até agora pouco de prático eu consegui fazer, mas o caminho começou. E, no Everest da minha vida, eu já estou nas trilhas do Nepal, com mochila nas costas, um sherpa pra me guiar e vendo, ao longe, o pico da montanha. Agora pelo menos eu sei onde eu quero chegar. E vou.